Anuência de incapacidade e improbabilidade de melhoria poética
Tudo o que me soava na entranha
Foi jornada de montanha,
coisa de estância…
Jogada fácil de arcanho e gabarolice
Que se perde agora, nas horas, pelo que disse
Sobra apenas coisa fresta
Que além de não a conseguir aguentar
Pesa pela responsabilidade estranha
De não a fazer resultar
Miguel Pimentel
Thursday, November 15, 2007
Wednesday, November 07, 2007
A empregada de limpeza
Vai entrando de avental uma vez por semana,
e sempre de credo na boca,
Aquela que me arruma o quarto,
a penumbra,
a carpete, a cama, a estante e a roupa.
Emana levezinha tudo de fundamental
Não falo do mais irreal, mas principalmente da estopa
por lhe ingerir a faculdade que assoma como natural,
de ir cometendo alguma afronta
Vai entrando leal, pé ante pé, ante a sujidade
Limpa, limpa, forte e enjeitada
Esfrega com o afinco raro e desespero vantajoso
De não viver ali, por mais que a jornada
Finda a estada, transporta consigo
pela rua normal e habitada
não mais que uns quilos de lixo
e a satisfação
da coisa acabada
Um propósito de acto e de estilo
que soará sempre a bom negócio
Simples, e que continue a oferecer
a segurança,
da coisa executada
Miguel Pimentel
Vai entrando de avental uma vez por semana,
e sempre de credo na boca,
Aquela que me arruma o quarto,
a penumbra,
a carpete, a cama, a estante e a roupa.
Emana levezinha tudo de fundamental
Não falo do mais irreal, mas principalmente da estopa
por lhe ingerir a faculdade que assoma como natural,
de ir cometendo alguma afronta
Vai entrando leal, pé ante pé, ante a sujidade
Limpa, limpa, forte e enjeitada
Esfrega com o afinco raro e desespero vantajoso
De não viver ali, por mais que a jornada
Finda a estada, transporta consigo
pela rua normal e habitada
não mais que uns quilos de lixo
e a satisfação
da coisa acabada
Um propósito de acto e de estilo
que soará sempre a bom negócio
Simples, e que continue a oferecer
a segurança,
da coisa executada
Miguel Pimentel
Monday, November 05, 2007
Gritos bipolares
P1 - Falsos fernicoques de panos amarelos a bradar pelos joelhos! Falsas as assumpções da alma que não produz!
P2-Falsos os átrios e as metragens vazias de acção!
P1- A arte não é diversão, é luz! Para isso existe a alienação, que me diverte imensamente, principalmente quando os vejo a tentar picar tesouros de outros, com um pau tosco e vidro fosco colorido a acompanhar.
P2 - Mais que não compreender, o melhor será sempre não falhar...
P1 - Horrores de maquilhagem, o dogma da imperfeição. Como a colher que acompanha o café, mexendo intensamente o conjunto. O açúcar. Maquilha-o. Esconde-o. Maquilha-o tornando-o falso, doce…
P2 - Falso sabe melhor! A arte não é falsa, é imperfeita. Não faço arte nem nunca o farei porque a vida é perfeita. E também, porque não consigo E dá trabalho. Trabalho de alma, trabalho físico. Carga de trabalhos atípica que em mim não foi morar.
P1 - Não fazes porque não queres. E não querendo, não podes. Carga de trabalhos atípica que por ti não queres criar!
(...)
Miguel Pimentel
P2-Falsos os átrios e as metragens vazias de acção!
P1- A arte não é diversão, é luz! Para isso existe a alienação, que me diverte imensamente, principalmente quando os vejo a tentar picar tesouros de outros, com um pau tosco e vidro fosco colorido a acompanhar.
P2 - Mais que não compreender, o melhor será sempre não falhar...
P1 - Horrores de maquilhagem, o dogma da imperfeição. Como a colher que acompanha o café, mexendo intensamente o conjunto. O açúcar. Maquilha-o. Esconde-o. Maquilha-o tornando-o falso, doce…
P2 - Falso sabe melhor! A arte não é falsa, é imperfeita. Não faço arte nem nunca o farei porque a vida é perfeita. E também, porque não consigo E dá trabalho. Trabalho de alma, trabalho físico. Carga de trabalhos atípica que em mim não foi morar.
P1 - Não fazes porque não queres. E não querendo, não podes. Carga de trabalhos atípica que por ti não queres criar!
(...)
Miguel Pimentel
Saturday, November 03, 2007
Lição de indagação*
Dizia-se que a experiência é a mãe de todas as coisas, e nessa me fui afunilar.
Descobri nesta, e em todas elas, coisas novas, subi e caí do altar. Tentei, perdi, ganhei, mas não darei ainda por finda, a vontade de procurar. Passo agora a explicar, em ritmo de simplificar, já que não são coisas abstractas, estas que vos vou contar.
Incerto e à esquerda
um sujeito sem mão certa
entra de rompante na estreita, mas de certo
porta correcta
Uns catraios de esguelha
apreciam o rebuliço à entrada
Parece coisa perfeita
a nunca ser derrubada
Beijinhos e firmamentos
notam-se mesmo de esgar
Trocas e cumprimentos
que é coisa de já durar
Vassouras coloridas
de certo e por sobrar
Dizem coisas queridas
aos mestres lá no altar
Mão esquerda fumegante
qual facho que arredonda a sala
Em volta do tratante que nunca se viu antes!
e que parece pedir esmola
Parece coisa precoce
sujeita e inusitada
Isto de se actuar servil
por não constar na lista à entrada
Impressões estupefactas
estas que colhi por suspeição
Coisas novas e inatas,
que fazem mover o chão
Não foram drogas nem baratas
Os motores da indagação
Mas vi coisas estupefactas,
E agradeço aos tutores a lição
Miguel Pimentel
*ou o B A BÁ da profissão
Dizia-se que a experiência é a mãe de todas as coisas, e nessa me fui afunilar.
Descobri nesta, e em todas elas, coisas novas, subi e caí do altar. Tentei, perdi, ganhei, mas não darei ainda por finda, a vontade de procurar. Passo agora a explicar, em ritmo de simplificar, já que não são coisas abstractas, estas que vos vou contar.
Incerto e à esquerda
um sujeito sem mão certa
entra de rompante na estreita, mas de certo
porta correcta
Uns catraios de esguelha
apreciam o rebuliço à entrada
Parece coisa perfeita
a nunca ser derrubada
Beijinhos e firmamentos
notam-se mesmo de esgar
Trocas e cumprimentos
que é coisa de já durar
Vassouras coloridas
de certo e por sobrar
Dizem coisas queridas
aos mestres lá no altar
Mão esquerda fumegante
qual facho que arredonda a sala
Em volta do tratante que nunca se viu antes!
e que parece pedir esmola
Parece coisa precoce
sujeita e inusitada
Isto de se actuar servil
por não constar na lista à entrada
Impressões estupefactas
estas que colhi por suspeição
Coisas novas e inatas,
que fazem mover o chão
Não foram drogas nem baratas
Os motores da indagação
Mas vi coisas estupefactas,
E agradeço aos tutores a lição
Miguel Pimentel
*ou o B A BÁ da profissão
Wednesday, October 31, 2007
Monday, October 29, 2007
Saturday, October 27, 2007
Achava
Achava-me a estalar de imaginação, que é como quem diz, e segundo fontes ligadas à Filosofia, havia sido alastrado por... uma faculdade ou capacidade mental que permite a representação dos objectos segundo aquelas qualidades dos mesmos que são dadas à mente através dos sentidos.(in http://pt.wikipedia.org/wiki/Imaginação) Olhando para esta definição, parece coisa grave e inusitada, desde logo pela rebuscada terminolgia empregue. Demasiado complexa para caracterizar um direito hipotético que a todos, visionariamente, nos deve pertencer. Uma certa visão distorcida sobre a razão que leva potencialmente o ser humano, ou um qualquer indivíduo, a ver para além e além do existente, conferindo assim ao real um dinâmica alternativa, que voando sobre a qual, elementos ligados à criação artística e científica puderam prever, embelezar, ou julgar o mundo. Puderam e fizeram, e acerca disso até inventei uma frase feita, um dito imagético que pensava ser uma verdadeira revolução em termos do pensamento moderno e uma arma inabalável contra as afrontas Históricas que vinha recebendo. Então, a tal frase era assim: A pior coisa que um artista pode omitir é a consciência do tempo em que vive. Bombástica!- aludi eu interiormente sem ter ninguém para compartilhar tal descoberta. A pólvora descoberta mais uma vez, revestida da inovação que os post-it permitiram ao mundo!
Depois da euforia, a catarse: não, não se tratava realmente de uma descoberta. Tinham-me já avisado, profeticamente que Tudo o que disseres ou pensares, já alguém o pensou! Dogmas? dizia eu. Nahh, não acredito nisso. Balelas. E a originalidade onde fica? Nahh, não pode ser. É uma cabala! ( e com mais palavras me revoltei contra exorbitante disparate).
Mas afinal é verdade, e tenho que me redimir. A frase que imaginei, já um verdadeiro artista (passe o provincianismo) a tinha dito, pensado e feito declamar. Passo então a contar.
Tudo aconteceu na Internet, e por acaso, um vídeo apareceu-me por via de uma actor, falando em consciência. Declamava-se um texto de Bertolt Brecht, que na génese, mas mais especificamente, alargava horizontes ao que tinha apenas espectralmente pensado, introduzindo a questão política (confesso que quando pensei na tal frase, não foi a política que me influenciou, mas a tecnologia). A consciência política, a consciência de si e a do todo que o envolve. Bravo! – disse eu. E faz sentido, já que a política, fruto e construção da polis é um processo global, holístico se quiserem, e que a todos diz respeito. Óbvio ou não, não tinha feito ainda essa ligação, agora diametralmente simples (e virada um pouco à esquerda, pelo menos a julgar pela parte final). E julgava-me eu abstraído de ideologias funcionais ou de ordem inversa no que pelo menos à consciência diz respeito...
Parece que não, e qualquer coisa de descoberta acabei por também por adquirir. Além de uma polis- situalização, já não me esqueço desta ideia-chavão, que sendo aplicável pelo menos à tecnologia e à política, o poderá ser possivelmente, a outros campos. E Vastos, possivelmente. Daí que outra constatação subjaza desta, e essa é a de que me falta ainda muito a imaginar. E ainda bem, digo eu.
Miguel PimentelAchava-me a estalar de imaginação, que é como quem diz, e segundo fontes ligadas à Filosofia, havia sido alastrado por... uma faculdade ou capacidade mental que permite a representação dos objectos segundo aquelas qualidades dos mesmos que são dadas à mente através dos sentidos.(in http://pt.wikipedia.org/wiki/Imaginação) Olhando para esta definição, parece coisa grave e inusitada, desde logo pela rebuscada terminolgia empregue. Demasiado complexa para caracterizar um direito hipotético que a todos, visionariamente, nos deve pertencer. Uma certa visão distorcida sobre a razão que leva potencialmente o ser humano, ou um qualquer indivíduo, a ver para além e além do existente, conferindo assim ao real um dinâmica alternativa, que voando sobre a qual, elementos ligados à criação artística e científica puderam prever, embelezar, ou julgar o mundo. Puderam e fizeram, e acerca disso até inventei uma frase feita, um dito imagético que pensava ser uma verdadeira revolução em termos do pensamento moderno e uma arma inabalável contra as afrontas Históricas que vinha recebendo. Então, a tal frase era assim: A pior coisa que um artista pode omitir é a consciência do tempo em que vive. Bombástica!- aludi eu interiormente sem ter ninguém para compartilhar tal descoberta. A pólvora descoberta mais uma vez, revestida da inovação que os post-it permitiram ao mundo!
Depois da euforia, a catarse: não, não se tratava realmente de uma descoberta. Tinham-me já avisado, profeticamente que Tudo o que disseres ou pensares, já alguém o pensou! Dogmas? dizia eu. Nahh, não acredito nisso. Balelas. E a originalidade onde fica? Nahh, não pode ser. É uma cabala! ( e com mais palavras me revoltei contra exorbitante disparate).
Mas afinal é verdade, e tenho que me redimir. A frase que imaginei, já um verdadeiro artista (passe o provincianismo) a tinha dito, pensado e feito declamar. Passo então a contar.
Tudo aconteceu na Internet, e por acaso, um vídeo apareceu-me por via de uma actor, falando em consciência. Declamava-se um texto de Bertolt Brecht, que na génese, mas mais especificamente, alargava horizontes ao que tinha apenas espectralmente pensado, introduzindo a questão política (confesso que quando pensei na tal frase, não foi a política que me influenciou, mas a tecnologia). A consciência política, a consciência de si e a do todo que o envolve. Bravo! – disse eu. E faz sentido, já que a política, fruto e construção da polis é um processo global, holístico se quiserem, e que a todos diz respeito. Óbvio ou não, não tinha feito ainda essa ligação, agora diametralmente simples (e virada um pouco à esquerda, pelo menos a julgar pela parte final). E julgava-me eu abstraído de ideologias funcionais ou de ordem inversa no que pelo menos à consciência diz respeito...
Parece que não, e qualquer coisa de descoberta acabei por também por adquirir. Além de uma polis- situalização, já não me esqueço desta ideia-chavão, que sendo aplicável pelo menos à tecnologia e à política, o poderá ser possivelmente, a outros campos. E Vastos, possivelmente. Daí que outra constatação subjaza desta, e essa é a de que me falta ainda muito a imaginar. E ainda bem, digo eu.
Aqui vai o vídeo:
Wednesday, October 24, 2007

Vozes que não chegam ao céu
Essa intelectualidade latente é tua, mas não me convence mais que aquelas mulheres que carregam putos que arrepiam palavras e ecoam nomes enquanto vendem cuecas de algodão quentinhas e confortáveis agora pó Inverno. Pelo menos, são naturais essas palavras ruivas ou loiras que gritam ou cantam a quem passa. As tuas, pelo contrário, acho-as da solidez de um veículo de supermercado ou de um parque de estacionamento encharcado de gritos de bebés e carrinhos titubeantes, na coisa de só durarem algum tempo. Pouco, se o que queremos é que surja qualquer coisa que valha ou que singre, e que no mínimo sem pedir mais, seja um bocadinho nova e um pouco diferente, naquela intenção um pouco ideal de rasgar o que se vai vendo, e após disso, criar o que estava em aparecendo. Há sempre o medo de não ser compreendido…dizes sempre. Portanto, aprecias a resignação estapafúrdia de gostar do que gostam os outros; das palavras dos outros, das coisas dos outros, normais demais para serem reparadas e por isso, essas tuas palavras, são normalmente demasiadas para serem ouvidas.Funestas. E principalmente, e mais que tudo, pouco motivantes. Irreais no sentido que correspondem apenas a uma ideia, jamais materializada além do físico que te compõe e enquadra. É pena. Azáfama de mudança! (ainda gritei eu, tentando. Fui ignorado. obviamente ignorado…)
Paciência. Augurava-te pelo menos um futuro nesta vida das artes e críticas e letras, de desfazer e criar de ilusões.
Mas não deu, deixa lá. Talvez fique para a próxima. Talvez.
Miguel Pimentel
Paciência. Augurava-te pelo menos um futuro nesta vida das artes e críticas e letras, de desfazer e criar de ilusões.
Mas não deu, deixa lá. Talvez fique para a próxima. Talvez.
Miguel Pimentel
Monday, September 24, 2007

Odes Alternativas
Essa sensualidade estranha
De rodopiar e rodar. E esbaforir
sem coisas para dar
Ainda assim
mais que aquelas poucas, que já conhecia
Que de loucas para convencer (e em busca dum santo Graal)
Se enfeitavam de pós brancos e opacos, redes e sapatos, brilhantes, da cor dos barcos
conchas, cortes de rapaz e tecidos de estupefacção em cor lilás
Descrevendo com grande à vontade
em arroz branco da china imperial, copos cheios de matéria vegetal e coisas de comer em factor integral, que não vêm no jornal
E amedrontam os beatos, estupefactos
que se aproximam desafiando a paz
de cruz em punho e lança a meio gás
como quem tem força, mas de pés atados
E braços; de não ser capaz
Miguel Pimentel
Essa sensualidade estranha
De rodopiar e rodar. E esbaforir
sem coisas para dar
Ainda assim
mais que aquelas poucas, que já conhecia
Que de loucas para convencer (e em busca dum santo Graal)
Se enfeitavam de pós brancos e opacos, redes e sapatos, brilhantes, da cor dos barcos
conchas, cortes de rapaz e tecidos de estupefacção em cor lilás
Descrevendo com grande à vontade
em arroz branco da china imperial, copos cheios de matéria vegetal e coisas de comer em factor integral, que não vêm no jornal
E amedrontam os beatos, estupefactos
que se aproximam desafiando a paz
de cruz em punho e lança a meio gás
como quem tem força, mas de pés atados
E braços; de não ser capaz
Miguel Pimentel
Wednesday, August 22, 2007
Quentes e frios?
Miguel Pimentel
“Sinto o cérebro a inchar”. Como se fosse alguma coisa que inchasse, como uma bola, ou o que eu decidi chamar à falta de melhor termo, um soprador de lareira. E isso aquece-me. Melhor, queima-me criando o mesmo efeito que o vento do soprador quando atirado para o fogo da lareira a faz encarnar e despertar ainda mais. É esse vento vazio que me aquece e desespera. Estou em chamas, tremendo de vento frio. Quente estando frio. Irónico não? E vazio. O nervosinho de não conseguir fazer nada, exalta-me, aquecendo-me. Deste frio vem o calor, da má-sensação, a exaltação. Acho que fico vermelho ao pensar no que não tenho feito, ou criado, ou pensado ou ter querido fazer. Bem, isso também não. Tenho querido fazer muitas, variadas e não repetitivas coisas. Queria poder dizer, mudei, qualquer coisa! De fundamental. Se não toda a existência, ( não gosto desta palavra, acho-a demasiado abarcante, mas não me lembro de mais nenhuma outra vez). Mas pelo menos a casa, ou a janela, como naquele programa que também tenho Querido eliminar do mapa, proibi-lo de me olhar e que outros o vissem. Que revolucionário sou eu às vezes, hein!? Outras, porém, instalo-me para não fazer nada. Sento-me numa câmara clara e deixo-me lá estar, naquele ócio alienante para uns, e funcional além de perfeitamente integrado para outros (dependendo, claro, da cor ilusória em questão). O azul é do ócio, frio, no entanto alienadamente esperançoso, combatido e maldito pelo quente e ruboroso vermelho. Entram em querelas entre eles e essas lutas sentem-se em mim. Não me deixam sossegar, estes diletantes e estes desejantes. Uns confortáveis e outros pedantes carregam-me, mas não como antes. Nunca como antes. Nem o quartel de Abrantes, possivelmente, estará igual. Uma pinturita deve ter levado, além de umas palmaditas dos militares de antes, uns tiros para o ar, de pistola de fulminantes, no dia de acordar, para transformar os errantes. Repararam? Estava aqui a falar de umas cores, e de repente, zás, umas rimas fraquinhas e umas considerações sobre umas brigas militares. Não há pachorra. Disperso-me muito não concretizando nada que mais valia tenha, e por isso mais valia, que estivesse calado. Já um professor dizia, isto, a quem devia, e nisto dou-lhe razão, estar realmente calado. E eu também.Talvez não.
Muitas, digamos, ideias têm aparecido.Muitas e até algumas boas.Mas não as concretizo porque estou frio. E não as concretizando tenho calor. Mas talvez sim!E o melhor é continuar a tentar.
Sunday, August 19, 2007
Sunday, August 12, 2007

Fardos (de palha)
Imagino fardos de palha dispostos, em postos. Imagino-os parados, amarelados, sorridentes e uma brisa a meneá-los. Imagino-os bem pintados, de boca aberta e bem colocados. Imagino-os com coleiras e viseiras, a prendê-los e obrigá-los. Imagino-os sem saber, que estão presos e vejo outros que ainda sabendo não se importam. Imagino-os secos, mas bem maquilhados, protegidos mas visíveis. Tão transparentes que até dá dó. E vazios. Cliché: Quentes por fora e vazios por dentro. Fardos de palha em várias formas que rebolam de vários modos. Fardos ensacados. Verdes de inveja e vermelhos de arrebatados. Sentados. Locomovem-se para eu os ver mesmo assim, absortos e rasos. Por mim nem por eles mudariam. Pergunto-lhes: O que achas da tua palha? Não te cansas do mesmo manjar, hoje, ontem e de agora em diante? Não, respondem-me eles. Eu sempre sonhei ser assim, um homem do estilo estante, que adora ruir e ruir, deixar e acostumar, mostrar e deixar. Assumir! E é isso que levarei até ao fim. Assumi-me como parte dos fardos, todos iguais. Eu sempre os vi todos iguais… Não quero agora deixar isto, é tudo que tenho, esta harmonia de repetições que já disse que eram iguais. Não são precisas petições para que a deixe. Não são precisas, e fujo delas se algum dia vier aí parar a mudança. Estou bem neste grafismo. É bonito não é? É nosso e custou a conquistar. Mantém-nos de pé e só tem uma regra… não admite banzé!
Miguel Pimentel
Tuesday, July 31, 2007
O meu vizinho é um cavalo
Manhãs de nevoeiro
em triângulos alaranjados
que são os telhados
dos orvalhos
aí mantidos e fechados
nas obras e nos telhados, paredes amarelas
e coices esborrachados
Nem por cargos os deixariam, os telhados
assim ao abandono, de estranhos e amargos
O nevoeiro, frio que nem foices,
e o relinchar do vizinho bem pardo
Vivas! de não comer do fardo
desse não! do outro....
(desse também não, daquele, o vegetariano…)
do cavalo ao lado, que bem ouço
relinchar como quem se queixa
mas nunca vai a nenhum lado
Miguel Pimentel
Manhãs de nevoeiro
em triângulos alaranjados
que são os telhados
dos orvalhos
aí mantidos e fechados
nas obras e nos telhados, paredes amarelas
e coices esborrachados
Nem por cargos os deixariam, os telhados
assim ao abandono, de estranhos e amargos
O nevoeiro, frio que nem foices,
e o relinchar do vizinho bem pardo
Vivas! de não comer do fardo
desse não! do outro....
(desse também não, daquele, o vegetariano…)
do cavalo ao lado, que bem ouço
relinchar como quem se queixa
mas nunca vai a nenhum lado
Miguel Pimentel
Wednesday, July 04, 2007
Perfeições em alho negro, sopas de Borrego ou sinos do desassossego
Devo!
em jeitos de mancebo
falar
dos caracóis do sossego
que passam a pente as ruas,
e fazem o que escrevo
olham o que levo.
se de traste ou emprego ando em dias de negro,
se pinto cores, colares e colheres do tinto que sinto.
se escorrego…
Do lar do servo, todos fitam a pensar,
eu não te estorvo, só te quero olhar,
mas ai que ainda te pego!
“Ou vem coisas” e irá o jacinto
o distinto, de gravatas e absinto
“Ou irão loisas” e virá o João,
de galos e colchas
em jeitos de alienação.
Se calhar seria a Maria, açude azedo, esse galeão
que nos levou sem medo, também diziam,
a fazer civilização
Mantêm-se aqui, “Hoje em dia”
na coisa de olhar e só olhar,
firmes como que em caixa e frios em exercitar
só a visão
Os limões e os verdes campos
inflamaram-se
as confissões do guardador
gastaram-se
as coisas do diletante…
passaram e as outras fugiram
e nem setenta soldados porque pernetas as acudiram
E as sinetas surdas disso, só se ouviram para pedir
por cá estar, Mil perdões
e deixá-los ir, sem convulsões
Estacionou uma rocha e nem uma tocha lhe faria mossa.
Quanto mais esses gozões!
Miguel Pimentel
Devo!
em jeitos de mancebo
falar
dos caracóis do sossego
que passam a pente as ruas,
e fazem o que escrevo
olham o que levo.
se de traste ou emprego ando em dias de negro,
se pinto cores, colares e colheres do tinto que sinto.
se escorrego…
Do lar do servo, todos fitam a pensar,
eu não te estorvo, só te quero olhar,
mas ai que ainda te pego!
“Ou vem coisas” e irá o jacinto
o distinto, de gravatas e absinto
“Ou irão loisas” e virá o João,
de galos e colchas
em jeitos de alienação.
Se calhar seria a Maria, açude azedo, esse galeão
que nos levou sem medo, também diziam,
a fazer civilização
Mantêm-se aqui, “Hoje em dia”
na coisa de olhar e só olhar,
firmes como que em caixa e frios em exercitar
só a visão
Os limões e os verdes campos
inflamaram-se
as confissões do guardador
gastaram-se
as coisas do diletante…
passaram e as outras fugiram
e nem setenta soldados porque pernetas as acudiram
E as sinetas surdas disso, só se ouviram para pedir
por cá estar, Mil perdões
e deixá-los ir, sem convulsões
Estacionou uma rocha e nem uma tocha lhe faria mossa.
Quanto mais esses gozões!
Miguel Pimentel
Sunday, July 01, 2007
Partida
Vão as carrinhas cheias
de coisinhas feias
Pendericalhos? De obra e correias!
que sobraram de aninhos e ameias
E de mães, que concorreram sem freios
Vão agora empacotados
os últimos arreios e actos
roçando vigor e candeias
que não às avessas, senão não iriam,
agora, as carrinhas cheias
de tralhas e teias
e promessas,
em saídas meias
Miguel Pimentel
Vão as carrinhas cheias
de coisinhas feias
Pendericalhos? De obra e correias!
que sobraram de aninhos e ameias
E de mães, que concorreram sem freios
Vão agora empacotados
os últimos arreios e actos
roçando vigor e candeias
que não às avessas, senão não iriam,
agora, as carrinhas cheias
de tralhas e teias
e promessas,
em saídas meias
Miguel Pimentel
Wednesday, June 20, 2007
Insurreição e Inspiração
Não são precisas canetas nem espadas.
Talvez umas penas...
E porque não, borboletas, de ascetas que fintam sem tretas, e deixam para trás, pernetas,
que não me chegam nem de ganchetas, quanto mais de tenaz! Nem sequer a água, raza, me esconde da farsa. A terra, nem farta de olhos, ouvidos e corpos, tolhidos, me satisfaz. Por decreto, umas não me espetam nem conseguem, e outras, escondo-as e elimino-as, soterrando-as onde só o ar, é capaz.
Talvez sobrem umas falas, e por faltar, quem me olhe e me tome, sem me querer deixar.
Miguel Pimentel
Não são precisas canetas nem espadas.
Talvez umas penas...
E porque não, borboletas, de ascetas que fintam sem tretas, e deixam para trás, pernetas,
que não me chegam nem de ganchetas, quanto mais de tenaz! Nem sequer a água, raza, me esconde da farsa. A terra, nem farta de olhos, ouvidos e corpos, tolhidos, me satisfaz. Por decreto, umas não me espetam nem conseguem, e outras, escondo-as e elimino-as, soterrando-as onde só o ar, é capaz.
Talvez sobrem umas falas, e por faltar, quem me olhe e me tome, sem me querer deixar.
Miguel Pimentel
Tuesday, May 22, 2007
Homens
Um homem. Perdido na rua.
Sozinho.
Vi um homem, calcando um passeio
Sem lua, nem receio
Um homem de azul,
Atravessa a rua e o passeio
Homem vestido de pele e tule
Raspa-se e passa-se
Sem conhecer de onde veio
O homem de negro, não passa
Observa, negro e sem asseio
Senta-se na beira, observa a berma,
E diz coisas, nas quais não creio
O de amarelo, coitado, passa e passeia
Pesado fardo, (pé de meia)
Desgastado, peso pesado de queijo e machado
Não pára para ver, é o medo.
de ser observado
O de vermelho raiva e anseio
Narinas em circulo em voz do vociferar
Rubras exaltações sem lugar para assentar
Vai direito, pelo corte certeiro
De ir só e altaneiro, sem nada para tratar
O homem de verde, continua
feliz de onde veio, jeitos de embuçado
Nem anda...flutua abraçado
Nem pensa, vai de empurrado
Nem quer, já lhe têm tudo tratado
Não sabe, usa e não precisa, tudo lhe sabe a rebuçado
Anda nem direito, mas de lado para lado
E de todos os homens que vemos,
Este é, se calhar, o mais abençoado
Miguel Pimentel, 23 de Maio de 2007
Um homem. Perdido na rua.
Sozinho.
Vi um homem, calcando um passeio
Sem lua, nem receio
Um homem de azul,
Atravessa a rua e o passeio
Homem vestido de pele e tule
Raspa-se e passa-se
Sem conhecer de onde veio
O homem de negro, não passa
Observa, negro e sem asseio
Senta-se na beira, observa a berma,
E diz coisas, nas quais não creio
O de amarelo, coitado, passa e passeia
Pesado fardo, (pé de meia)
Desgastado, peso pesado de queijo e machado
Não pára para ver, é o medo.
de ser observado
O de vermelho raiva e anseio
Narinas em circulo em voz do vociferar
Rubras exaltações sem lugar para assentar
Vai direito, pelo corte certeiro
De ir só e altaneiro, sem nada para tratar
O homem de verde, continua
feliz de onde veio, jeitos de embuçado
Nem anda...flutua abraçado
Nem pensa, vai de empurrado
Nem quer, já lhe têm tudo tratado
Não sabe, usa e não precisa, tudo lhe sabe a rebuçado
Anda nem direito, mas de lado para lado
E de todos os homens que vemos,
Este é, se calhar, o mais abençoado
Miguel Pimentel, 23 de Maio de 2007
Monday, April 23, 2007
Os bebés dos outros e a minha responsabilidade
Afirmo, desde já, que não tenho nenhuma. Não fui interveniente, e na maior parte dos casos nem quereria ser, a julgar por alguns dos milhares de corpos* idênticos, todavia, disformes que por aí vejo circular. Não é que eu me estenda em perfeições, longe disso, no entanto, sou eu aqui que escrevo e mando o bitaite, portanto, o que digo é lei, pelo menos por ora.
Mas voltando aos bebés e acrescentando um factor, ou, o factor que interessa aqui discutir: a questão das prioridades com carrinhos de bebé.
Com a chegada de um novo membro à família( além do papá ter que trocar o seu carro desportivo e vermelho raiado de juventude, por um meio de transporte mais corpulento e barrigudo, no que também ele se vai tornando), há a necessidade, também, de comprar mais um meio de transporte, o famoso e aclamado pelos vendedores, carrinho de bebé. Até aqui tudo bem, família e barrigas crescem, portanto também deverão crescer os veículos. Tudo certo, não há erro. O problema chega quanto à circulação desses carrinhos de bebé nos espaços públicos, variados, uns mais frescos que outros, como jardins, piscinas, shoppings e derivados, públicos ou privados. Não há código da estrada para veículos de tracção papá e mamã, o que cria indecisões de origens várias. Quem terá a prioridade? O peão, ou o veículo que vai escorrendo baba, tanto de condutores e ocupantes. O que imperará? A sinalização sonora, vertical ou luminosa? Será uma questão de rapidez e genica, ou funcionará a regra da prioridade à direita? Se assim for, Em Inglaterra será diferente?
O código da estrada, como já alertei, é totalmente omisso acerca disso, e isso, dá azo ao descarado abuso de autoridade simbólica por parte de alguns condutores.
Agindo como se de ambulâncias se tratassem (e nem sequer das normais que vão indo daqui para ali) estes veículos, estão aparentemente sempre em serviço urgente mas de marcha lenta, e em pedido de admiração que todos devem cumprir. Passam por trás e pela frente e nunca param nos stops. É como se possuíssem prioridade vitalícia. Não concordo!Não pagam selo, e inspecção é coisa que não vêem estes carrinhos. Deveriam ser inibidos de tanto populismo, além de que não têm seguro. Se sou atropelado, quem resolve a situação? Ninguém, e ainda me arrisco é a ser vaiado em público por agressão a menores. O perigo espreita, pode ocorrer em qualquer lado e acontecer escorregar em baba de motor, que por não haver inspecção, pode brotar brutalmente pelos carters de tais veículos. Ninguém me pode garantir que tal não aconteça, e o resultado pode ser catastrófico.
Por isso peço a atenção dos papás. Não quero ser bebé, mas com tantos a circular, tenho medo de escorregar.Pelo que tenho visto por aí, ainda me arrisco a linchamento(por parte dos vendedores, por exemplo); e coisas piores como ser obrigado a usar uma t´shirt que em letras garrafais diga: anti-bebés e seus transportes e coisas que tais. Vá lá, se for mesmo preciso essa t´shirt, que venha. Não me tragam é qualquer coisa da Chico e afins. É que ainda não tenho tamanho para caber em tanta pachorra.
*quando me refiro a corpos, inclúo obviamente a dualidade**
** entre corpo e mente
Miguel Pimentel. 24 de Abril de 2007
Afirmo, desde já, que não tenho nenhuma. Não fui interveniente, e na maior parte dos casos nem quereria ser, a julgar por alguns dos milhares de corpos* idênticos, todavia, disformes que por aí vejo circular. Não é que eu me estenda em perfeições, longe disso, no entanto, sou eu aqui que escrevo e mando o bitaite, portanto, o que digo é lei, pelo menos por ora.
Mas voltando aos bebés e acrescentando um factor, ou, o factor que interessa aqui discutir: a questão das prioridades com carrinhos de bebé.
Com a chegada de um novo membro à família( além do papá ter que trocar o seu carro desportivo e vermelho raiado de juventude, por um meio de transporte mais corpulento e barrigudo, no que também ele se vai tornando), há a necessidade, também, de comprar mais um meio de transporte, o famoso e aclamado pelos vendedores, carrinho de bebé. Até aqui tudo bem, família e barrigas crescem, portanto também deverão crescer os veículos. Tudo certo, não há erro. O problema chega quanto à circulação desses carrinhos de bebé nos espaços públicos, variados, uns mais frescos que outros, como jardins, piscinas, shoppings e derivados, públicos ou privados. Não há código da estrada para veículos de tracção papá e mamã, o que cria indecisões de origens várias. Quem terá a prioridade? O peão, ou o veículo que vai escorrendo baba, tanto de condutores e ocupantes. O que imperará? A sinalização sonora, vertical ou luminosa? Será uma questão de rapidez e genica, ou funcionará a regra da prioridade à direita? Se assim for, Em Inglaterra será diferente?
O código da estrada, como já alertei, é totalmente omisso acerca disso, e isso, dá azo ao descarado abuso de autoridade simbólica por parte de alguns condutores.
Agindo como se de ambulâncias se tratassem (e nem sequer das normais que vão indo daqui para ali) estes veículos, estão aparentemente sempre em serviço urgente mas de marcha lenta, e em pedido de admiração que todos devem cumprir. Passam por trás e pela frente e nunca param nos stops. É como se possuíssem prioridade vitalícia. Não concordo!Não pagam selo, e inspecção é coisa que não vêem estes carrinhos. Deveriam ser inibidos de tanto populismo, além de que não têm seguro. Se sou atropelado, quem resolve a situação? Ninguém, e ainda me arrisco é a ser vaiado em público por agressão a menores. O perigo espreita, pode ocorrer em qualquer lado e acontecer escorregar em baba de motor, que por não haver inspecção, pode brotar brutalmente pelos carters de tais veículos. Ninguém me pode garantir que tal não aconteça, e o resultado pode ser catastrófico.
Por isso peço a atenção dos papás. Não quero ser bebé, mas com tantos a circular, tenho medo de escorregar.Pelo que tenho visto por aí, ainda me arrisco a linchamento(por parte dos vendedores, por exemplo); e coisas piores como ser obrigado a usar uma t´shirt que em letras garrafais diga: anti-bebés e seus transportes e coisas que tais. Vá lá, se for mesmo preciso essa t´shirt, que venha. Não me tragam é qualquer coisa da Chico e afins. É que ainda não tenho tamanho para caber em tanta pachorra.
*quando me refiro a corpos, inclúo obviamente a dualidade**
** entre corpo e mente
Miguel Pimentel. 24 de Abril de 2007
Wednesday, April 18, 2007
O bobo
Nunca faço o que quero
Nem me apetece
fazer nada do que gosto
Não quero e não gosto.
Nada faço do que me é proposto.
Uma fraude ou um troço
Um moço de recados, de sinos, ao pescoço
Nem as ordens que levo, são minhas
Emprestaram-mas, para disfarçar o desgosto
Faço voltas e sem horas, e foice
Sou um rapaz, que sem mal queixou-se
E por isso lhe rasgaram o pescoço
Prenderam-no com cordas e foi-se
Sem a fala das ordens, nem o peso do coice
Miguel Pimentel
18 de Abril de 2007
Nunca faço o que quero
Nem me apetece
fazer nada do que gosto
Não quero e não gosto.
Nada faço do que me é proposto.
Uma fraude ou um troço
Um moço de recados, de sinos, ao pescoço
Nem as ordens que levo, são minhas
Emprestaram-mas, para disfarçar o desgosto
Faço voltas e sem horas, e foice
Sou um rapaz, que sem mal queixou-se
E por isso lhe rasgaram o pescoço
Prenderam-no com cordas e foi-se
Sem a fala das ordens, nem o peso do coice
Miguel Pimentel
18 de Abril de 2007
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